As almas que formam Israel foram espalhadas pelo mundo com um propósito de Deus: criar condições físicas e emocionais que ajudassem a promover o progresso da humanidade em todas as áreas da vida — na ciência, na arte, na filosofia, na política e na fé. Desde tempos antigos, o Criador distribuiu essas almas entre diferentes povos, para cada cultura poder receber o impulso da sabedoria eterna e se preparar para, um dia, reconhecer a unidade de todas as coisas sob as Leis Universais.
Essa dispersão não foi uma punição, mas uma missão. Com uma consciência mais despertada e como herdeiras do pacto de Deus com os homens, essas almas foram enviadas a diversos povos, nascendo entre eles como sementes de renovação. Deus agiu silenciosamente no aprimoramento da vida na Terra, inspirando descobertas, movimentos de liberdade e avanços morais que preparariam o caminho para o Reino que virá.
Segundo o ensinamento de Paulo, as nações que se voltarem ao Deus de Israel participarão dessa herança espiritual especial. Ele comparou esse processo ao ato de enxertar ramos selvagens na Oliveira Santa, símbolo do tronco original de Israel:
“Pois não é judeu quem o é exteriormente, nem é circuncisão aquela feita na carne; mas o judeu é aquele que o é no coração.” A descendência de Israel vai além do aspecto físico, sendo também espiritual — composta por todos os que, em qualquer momento e lugar, se colocam em sintonia com a vontade do Eterno e vivem segundo as Leis que Ele estabeleceu. Esses são os verdadeiros herdeiros da promessa feita a Abraão, Isaque e Jacó, formando a nação santa mencionada pelos profetas e reafirmada por Paulo em suas cartas.
De acordo com João, no Apocalipse, outras cento e quarenta e quatro mil pessoas, das tribos de Israel, renasceriam em diferentes partes do mundo para, no momento certo, servirem como testemunhas do Altíssimo durante um período difícil de transição. Essas testemunhas representam o núcleo orientador da futura humanidade renovada. Serão eles os responsáveis por estabelecer os fundamentos da nova civilização cósmica.
“E multiplicarei a tua descendência como as estrelas, e todas as nações da terra serão benditas por meio dela.” (Gênesis 26.4)
As almas israelitas, renascidas nas nações do mundo, ficarão em silêncio até chegar o momento do despertar e da reunião final. Nesse instante, o Criador as chamará para formar o novo Israel — a nação esperada que cuidará dos conselhos e das diretrizes para a vida futura, seguindo as Leis Universais.
Jesus Cristo confirmou a presença dessas almas dispersas e das testemunhas ao dizer que, nos últimos dias, os escolhidos seriam reunidos “dos quatro ventos, de uma extremidade à outra dos céus”. Esse será o sinal da restauração da Casa de Israel — que não estará mais limitada a um território ou raça específica, mas aberta a todos que despertarem para a consciência da eternidade.
Os filhos de Israel, conscientes ou não, continuam espalhados pelo mundo preparando-se para a chegada de uma nova ordem na Terra. Quando forem reunidos, cumprirão a promessa: estabelecer o Reino de Deus entre os homens e transformar a Terra em um mundo justo e feliz, caminhando rumo à eternidade.