A Terra aproxima-se de uma grande transformação. O ciclo atual, marcado pela dominação do egoísmo e pela falsa sabedoria — sem o Espírito de Deus — chega ao seu limite. Os antigos conceitos de vida, restritos, materialistas e locais, cederão lugar a uma visão mais ampla e universal da existência humana. O que antes era mistério tornar-se-á revelação; e o que era mera crença passará a ser ciência, iluminada pela consciência dos céus. Assim nascerá a nova era, na qual o homem compreenderá que sua origem e seu destino estão em Deus e nas estrelas.
“Pois eis que crio novos céus e nova terra.” (Isaías 65.17)
A inteligência, separada da ética e da verdadeira fé, criou civilizações poderosas, tecnologicamente desenvolvidas, porém, extremamente frágeis, sustentadas pelo orgulho e pela prepotência. O resultado inevitável será a crise anunciada pelos profetas — a grande convulsão planetária, quando a humanidade colherá o fruto de sua própria desordem.
Desprovidos dos ensinos dos céus, os homens conduzirão o mundo a um conflito global, no qual as armas forjadas para o domínio voltar-se-ão contra eles mesmos. Esse será o Grande Dia do Senhor, a divisão entre o velho e o novo — o juízo que separará joio e trigo; ignorância e conhecimento de Deus; vaidade e Verdade; domínio da matéria e liberdade do Espírito. O abalo destrutivo, contudo, não é castigo, mas renovação permitida pelo Criador, necessária ao progresso e ao futuro desta humanidade.
Os sistemas humanos — políticos, econômicos e sociais — serão, pouco a pouco, substituídos por uma forma mais justa e fraterna de convivência, ensinada pelos emissários do Criador. Purificada pela experiência e iluminada pela verdade dos céus, a humanidade compreenderá finalmente que nunca esteve sozinha. Civilizações mais antigas e sábias participarão desse novo tempo, e o intercâmbio entre os mundos trará o conhecimento que faltava à Terra.
“Ao que vencer, escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus.” (Apocalipse 3.12)
“E eu, João, vi a santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adornada como uma esposa ataviada para o seu marido.” (Apocalipse 21.2)
Após o período de tribulação surgirá o alvorecer da vida verdadeira. Uma nova civilização se erguerá sobre os escombros do orgulho humano, fundamentada nas leis naturais do Universo e na Lei Maior revelada por Deus:
“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração… e ao teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus 22.37-40)