Tragédia climática

O planeta vive um dos momentos mais graves de sua história recente. O aquecimento da Terra é um fenômeno que avança rapidamente, e suas causas são, em grande parte, bem compreendidas: emissões de gases de efeito estufa, desmatamento, consumo desenfreado e a dependência de combustíveis fósseis.

A temperatura média global já subiu mais de 1,2 °C desde o começo da era industrial. Embora possa parecer insignificante, suas consequências são enormes: o derretimento das calotas polares, a subida do nível do mar, secas prolongadas, enchentes destrutivas e o desequilíbrio da vida. Fenômenos extremos — que antes ocorriam de maneira esporádica — agora são frequentes e afetam populações inteiras.

A ciência nos avisa que estamos nos aproximando de pontos de não retorno, onde alguns processos não poderão ser revertidos. O derretimento do Ártico, o desaparecimento de florestas e o colapso dos recifes de corais são manifestações claras de um sistema em apuros. O mundo parece não se importar.

No entanto, a crise climática não se resume apenas a uma questão ecológica; é igualmente uma questão moral e transcendental. Decorre da falsa crença de que o ser humano tem controle sobre a natureza — quando, na realidade, somos parte integrante dela. O atraso evolutivo dos seres humanos revela uma humanidade imatura e incapaz de gerir as dificuldades inerentes ao futuro.

O desequilíbrio do meio ambiente é o espelho do desequilíbrio do homem, de sua ignorância ou indiferença para com as leis naturais, isto é, as leis de Deus. O mesmo egoísmo que causa a destruição das florestas leva também à ruína da alma e, por consequência, ela mergulha no sofrimento. Pior, o sofrimento não é apenas dela, mas da coletividade.

O futuro que nos aguarda não é bom. A habilidade dos seres humanos em transformar seus hábitos e restabelecer a conexão com a vida que os rodeia é primária. Isso só se tornará viável quando a verdade dos céus se manifestar concretamente para a humanidade. E isso não deve demorar. Infelizmente, os interesses econômicos de povos e nações se sobrepõem aos esforços de restauração. O sistema criado pelo homem bloqueia qualquer ação que impeça a destruição.

A regeneração da vida no planeta somente será possível quando cada nação e cada pessoa entender que cuidar da Terra é cuidar de si mesmo, da comunidade humana e da comunidade do Universo. Esta nova consciência, a de que não estamos sozinhos, será firmada com a vinda da nova era, o Reino de Deus. O convívio pacífico entre o homem e a Terra é, sem dúvida, um reflexo de estarmos sintonizados com a Criação e com o Criador de todas as coisas.

Casa de Davi / Sois DeusesCategorias: HumanidadeAutor: Vanda Simões