“O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei?”
O Senhor é a minha luz. O que é a luz? É o conhecimento que guia a minha vida e as minhas ações. Precisamos ser críticos de nós mesmos: como poderíamos praticar algo condenado pela Escritura e pensar que estamos certos? Não é possível. A Escritura existe para corrigir a nossa conduta, o nosso pensamento e as nossas atitudes.
Trata-se de uma doutrina exigente, ao solicitar disposição para mudar. Se a pessoa não tiver essa disposição, acabará enganando a si mesma, atribuindo aos outros aquilo que é responsabilidade própria, culpando os demais pelos males que a cercam. Assim, arrisca ter surpresas desagradáveis, seja nesta vida, seja diante de Deus.
Se o Senhor é a nossa luz, então a luz serve para iluminar a escuridão. A escuridão é a nossa ignorância, e a luz que vence a escuridão é o conhecimento. Mas não é simples: primeiro aprendemos, depois tentamos praticar. Muitas vezes não conseguimos de imediato e ficamos somente aparentando obedecer, causando até prejuízo para os que vivem ao nosso lado.
O Senhor é a luz, e por consequência é a salvação: salvação de sermos condenados por fazermos aquilo que não devemos. Assim, a Escritura é a diretriz para nossa vida: como lidar com conflitos, como tratar as pessoas, como agir dentro e fora da comunidade. Devemos receber tudo em amor.
“Ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se levantasse contra mim, nisto confiaria.”
Confiaria em quê? No Senhor que é luz e salvação. É Ele quem nos protege e nos guarda, mesmo nos momentos de maior adversidade.
“Uma coisa pedi ao Senhor, e a buscarei: que eu possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do Senhor e aprender no Seu templo.” (v. 4)
Davi desejava permanecer constantemente na presença de Deus para aprender e buscar entendimento. Esse é o verdadeiro sentido de inquirir: perguntar, buscar respostas, desejar sabedoria.
“Agora será exaltada a minha cabeça sobre os meus inimigos que estão ao meu redor; por isso oferecerei sacrifícios de alegria no Seu tabernáculo; cantarei, sim, cantarei louvores ao Senhor.” (v. 6)
Assim, diante das lutas e das dificuldades, Davi reconhece que o Senhor o sustentará. Essa exaltação não é para engrandecer o homem, mas para confirmar que Deus está presente, cumprindo a Sua vontade.
“Ouve, Senhor, a minha voz quando clamo; tem também piedade de mim e responde-me.” (v. 7)
Ele solicita misericórdia porque reconhece sua imperfeição e seus pecados. Sabe que precisa da intervenção divina para ser ajudado, mesmo diante de suas falhas.
“Quando disseste: Buscai o meu rosto, o meu coração disse a Ti: O Teu rosto, Senhor, buscarei.” (v. 8)
É a disposição de aprender e de buscar a face de Deus.
“Quando meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me recolherá.” (v. 10)
Não significa que fora abandonado pelos pais, mas expressa o sentimento de solidão que todos podemos enfrentar. Nesses momentos, a confiança é de que o Senhor nunca abandona.
“Ensina-me, Senhor, o Teu caminho; guia-me pela vereda direita, devido aos meus inimigos. Não me entregue à vontade dos meus adversários, pois, levantaram contra mim falsas testemunhas e respiram violência.” (vv. 11–12).
“Pereceria, sem dúvida, se não cresse, que veria a bondade do Senhor na terra dos viventes.
Espera no Senhor, anima-te, e Ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no Senhor.” (vv. 13–14).
Davi encerra afirmando que a bondade de Deus é certeza nesta vida, e que a nossa atitude deve ser esperar no Senhor com confiança, pois, Ele é fiel e cumprirá os Seus propósitos.
Salmo 27