Se estamos diante de uma Criação, e não de uma obra do acaso, subentende-se que exista um Criador — aquele que concebe, executa e administra o desenrolar do processo criativo, embora Ele ainda permaneça desconhecido pela humanidade.
A ciência, sendo a busca incessante pelo conhecimento das coisas, caminha inevitavelmente para essa lógica conclusão. É questão de tempo até que reconheça que negar a existência de um princípio fundamental é o mesmo que negar a existência do que observa.
Pode-se comparar o Universo a um edifício cuja construção envolve múltiplos agentes e elementos. Apesar da complexidade da obra, tudo é resultado da mente e do plano do arquiteto. Assim também, não haveria um Grande Arquiteto do Universo? Um ou vários engenheiros? Mestres de obras, encarregados, pedreiros, eletricistas, encanadores? Semelhantemente a uma construção?
A lógica indica que sim. O princípio ordenador da construção universal, reconhecido sob diversos nomes nas tradições humanas, é o que chamamos de Deus — o Princípio de tudo, a Causa Primeira, a Consciência que antecede o Big Bang e que sempre existiu. É o Absoluto em contraste com a relatividade.
E, inevitavelmente, a ciência terá de se curvar a essa verdade, pois toda investigação sincera, quando levada ao limite da razão, encontrará a inteligência que sustenta o Universo. A esse respeito, Albert Einstein disse: “O sentimento religioso do cientista assume a forma de um êxtase de assombro diante da harmonia da lei natural, que revela uma inteligência de tal superioridade que, comparada a ela, todo o pensar e agir sistemático dos seres humanos é uma reflexão inteiramente insignificante.”