Um dos pilares sólidos sobre os quais a ciência humana se apoia é o princípio de que não há efeito sem causa. Tudo quanto existe é resultado de algo que o antecede — nada surge do nada. Assim, o grandioso Universo em que estamos inseridos, não pode ser obra do acaso ou produto de uma combinação fortuita de forças e elementos sem direção.
A própria razão científica, guiada pela lógica, conduz inevitavelmente à ideia da existência de uma Causa Primeira, algo ainda desconhecido e incriado, origem das demais causas. Negar tal princípio é romper a cadeia das causalidades, que dá sentido à investigação científica.
Sem ele, — o princípio incriado — o começo das coisas permanecerá sempre inexplicável; e admitir teses que não pertençam a essa cadeia lógica de eventos observáveis é o mesmo que aceitar o domínio da fantasia sobre a razão.
A ciência, portanto, não pode negar a si mesma — deve reconhecer que, além do observável, existe o fundamento invisível, preexistente, que sustenta a ordem e a harmonia do Universo, o que podemos denominar de Absoluto. As ondas de relatividade que surgem na Sua infinitude, são os ciclos existenciais da Criação. Elas possuem começo, meio e fim. Nelas, nos movemos e assim, vivemos e existimos.